19 março 2010

Ir, devir...

Queria lhe escrever uma música,
quem sabe um recital,
moldar uma obra de arte,
talvez um quadro
ou juntar todas as nossas palavras
num clássico,
mas meus olhos teimam em ficar cheios d’água.
Fiz então um poema
de rimas simples e versos claros.
Não tenha medo do meu poema
ele é quase uma prece
- tão bendita ! –
e é só seu, só seu...
Quando for embora
leve com você essa oração
para proteger seus passos
e não deixar que esqueça de mim;
a noite mal iluminada e óbvia
que você não vê.

3 comentários:

Assis Freitas disse...

Que magnífica oração esse teu poema, parabéns enternecido. abraço

Impulsiva disse...

Quando os olhos estão cheios de lágrimas, nascem as mais belas e reais palavras...

Lindo o teu poema!!

Beijos!

Sr do Vale disse...

Lí lamentos, lamúrias, espero que não seja em vão.

abraços.