10 junho 2010

Feio

Minha poesia nasce ânsia dentro de mim,
e morre vômito
quando a caneta beija o papel.


*** para ouvir: Bubble toes - Jack Johnson ***

3 comentários:

Assis Freitas disse...

nascedouro de ânsia, a poesia

beijo

Marcantonio disse...

Perfeito. A poesia e suas raízes quase orgânicas.

Abraço.

sedemfrenteaomar disse...

Escrever é mesmo visceral. :)
Seu poema me deu a oportunidade de relembrar uns versos já antigos que eu divido aqui com você, porque também tratam do que se acalenta e morre na tentativa de expressão:

Poetizar não é ofício
É, antes, um vício
Da criatura a delirar
Poemas não são criaturas sagradas
Poemas, em verdade, não valem nada,
Só te roubam o ar.
Não laboro a poesia
Primeiro cuspo a heresia
Brotada do meu mar...


Beijos,

Roberta