01 maio 2010

Paura

A ausência transborda em palavras
doídas como parto,
e me machuca;
me desafia a encontrar
um sentido para a cegueira d'alma,
um motivo para a apnéia do ser.
Não sou gota de chuva,
não sou cousa alguma,
tive os olhos  arrancados
e mais nada.
A ausência me leva à penumbra,
pena leve de ser breu.


*** para ouvir: Vento no litoral - Legião Urbana ***

Um comentário:

Assis Freitas disse...

deixa-te inundar de palavras e partos e luz, abraço