21 maio 2010

De gaveta

Meus livros estão sempre comigo,
também esta caixa de músicas...
Mas, como funcionam? Não sei.
Gosto de letras, uma depois da outra,
a formar um eco infinito
de tudo aquilo que não grito.
Escrevo como um transplante,
é minha doação.
Acostumo as palavras a saírem de mim,
e cada qual tem seu lugar.
Desconfio dos escritos de gaveta,
imaculados, sem conteúdo,
arranhando em textos
a má-sorte de seus pleonasmos
e suas teorias sem fim.

 
*** para ouvir: Beautiful day - U2 ***

2 comentários:

Kenia Cris disse...

Lindo lindo. Os escritos de gaveta ficam embolorados às vezes, não é mesmo?! Melhor ver as palavras se movendo no ar, sem dúvida.

Beijo Jo! =*

Assis Freitas disse...

"de tudo aquilo que não grito", fica o silêncio explosiva da palavra. abraço